Recorrendo a reputadas entidades nacionais e internacionais, como universidades, consultoras, consultores e especialistas, foram desenvolvidos estudos que permitem ter uma vasta informação sobre os impactos que a construção e manutenção da Rede de Alta Velocidade terão no ambiente, na sociedade e na economia portuguesa.
Os estudos relativos aos eixos internacionais, Lisboa-Madrid e Porto-Vigo, foram desenvolvidos em parceria com Espanha, no âmbito do Agrupamento Europeu de Interesse Económico, Alta Velocidade Espanha-Portugal (AEIE-AVEP).
A listagem de todos os estudos desenvolvidos, no âmbito do projeto, pode ser consultada em: Listagem de estudos.
Estudos de referência
Procura e rentabilidade económica
Eixo Lisboa-Madrid
Análise custo-benefício, estudo de Procura e rentabilidade económica
No âmbito do Agrupamento Europeu de Interesse Económico, Alta Velocidade Espanha-Portugal (AEIE-AVEP), foi desenvolvido o estudo de procura, a avaliação financeira e socioeconómica e a análise custo-benefício do eixo Lisboa-Madrid, incidindo sobre a área de influência da Alta Velocidade na totalidade deste Corredor.
O "Estudo de Mercado e Avaliação Socioeconómica e Financeira da Ligação de Alta Velocidade Madrid-Lisboa/Porto" foi concluído pela Epypsa, Exacto, Booz Allen Hamilton em dezembro de 2004 e atualizado pela RAVE em maio de 2009, por forma a adequar os pressupostos utilizados com a metodologia preconizada pela Comissão Europeia.
O estudo atualizado conclui que o eixo Lisboa-Madrid terá rentabilidade socioeconómica positiva, com uma Taxa Interna de Rentabilidade (TIR) de 5,9%.
Terceira Travessia do Tejo (TTT)
Análise custo-benefício
Foi desenvolvida a análise custo-benefício da Terceira Travessia sobre o Tejo (TTT) com o objetivo de avaliar os benefícios da componente ferroviária e rodoviária numa perspetiva económica e financeira.
O estudo conclui que a TTT terá rentabilidade socioeconómica positiva, com uma Taxa Interna de Rentabilidade (TIR) de 20,4%.
A "Análise custo-benefício ao projeto da Terceira Travessia do Tejo" foi concluída pela Steer Davies Gleave e pela VTM - Consultores de Engenharia em fevereiro de 2009.
Estudos de procura e mobilidade
Foram também realizados Estudos de Procura e Mobilidade para avaliação dos impactos do empreendimento ao nível da mobilidade e acessibilidades na área de influência do projeto e sua confrontação com localizações alternativas
Os "Estudos de Procura e Mobilidade e Assessoria Técnica no âmbito da Terceira Travessia do Tejo em Lisboa no corredor Chelas-Barreiro (TTT), integrada no Eixo Lisboa-Madrid da Rede Ferroviária de Alta Velocidade (AV)" foram concluídos pela VTM - Consultores de Engenharia em dezembro de 2008.
Eixo Lisboa-Porto
Análise custo-benefício
Na avaliação da rentabilidade económica do eixo Lisboa-Porto, foi realizada uma análise custo-benefício da Ligação de Alta Velocidade Ferroviária entre Lisboa e Porto.
O estudo conclui que o eixo Lisboa-Porto terá rentabilidade socioeconómica positiva, com uma Taxa Interna de Rentabilidade (TIR) de 10,8%.
A "Análise custo-benefício da Ligação ferroviária de Alta Velocidade Ferroviária entre Lisboa e Porto" foi concluída pela Steer Davies Gleave e pela VTM em março de 2009.
Estudo de procura
Foi também desenvolvido um Modelo Integrado de Procura para obtenção de novas estimativas de procura e receitas respeitantes ao tráfego nacional e internacional, através de uma plataforma de modelação uniformizada. Os trabalhos visaram também avaliar as externalidades e os impactos em termos de acessibilidade territorial e quantificar os efeitos de rede resultantes da articulação entre os diversos eixos da Alta Velocidade.
O "Modelo integrado de procura de passageiros" foi concluído pela Steer Davies Gleave em julho de 2007.
Eixo Porto-Vigo
Análise custo-benefício, estudo de procura e avaliação financeira
No âmbito do Agrupamento Europeu de Interesse Económico, Alta Velocidade Espanha-Portugal (AEIE-AVEP), foi desenvolvido o estudo de procura e efetuada a avaliação financeira e socioeconómica e a análise custo-benefício do eixo Porto-Vigo.
O estudo conclui que o eixo Porto-Vigo terá rentabilidade socioeconómica positiva, com uma Taxa Interna de Rentabilidade (TIR) de 2,4%.
O "Estudo de viabilidade técnica, económica e ambiental da ligação luso-espanhola em Alta Velocidade Porto-Vigo. Procura atual e projeções" foi concluído pela Sener e Ferconsult em julho de 2004.
Incorporação da Indústria Nacional
No sentido de avaliar o potencial de Incorporação Nacional que o projeto irá gerar, o IN OUT GLOBAL, Centro associado do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), procedeu a um estudo das características do Investimento no sistema ferroviário de Alta Velocidade que constitui o projeto RAV e, após a caracterização dos setores industriais nacionais, calculou o respetivo potencial de participação no projeto.
O estudo "Potencial de participação da indústria nacional no projeto de Alta Velocidade" foi concluído pelo IN OUT GLOBAL (ISCTE) em maio de 2005.
Emprego
O investimento no projeto RAV, como qualquer grande investimento, vai gerar um número significativo de novos empregos quer na sua fase de construção quer na fase de operação.
Para quantificar o nível de emprego que este investimento irá gerar, foram realizados vários estudos, sendo de destacar:
Impacte da Alta Velocidade no Turismo
A análise efetuada ao setor turístico, com o acompanhamento da Confederação do Turismo Português, identificou as oportunidades decorrentes da entrada em funcionamento da rede de Alta Velocidade no nosso país, que deverá refletir-se num aumento da atratividade de Portugal como destino e num aumento do número de turistas e excursionistas (em termos de mercado interno alargado, a Alta Velocidade poderá servir 58 milhões de consumidores ibéricos).
O estudo define também um conjunto de recomendações estratégicas para o desenvolvimento do setor turístico em Portugal, assentes na qualidade, competitividade e sustentabilidade da oferta. Um novo reposicionamento - quer dos agentes de turismo, quer do setor dos transportes - e uma forte estratégia de marketing revelam-se essenciais para potenciar as oportunidades criadas pela Alta Velocidade.
O "Estudo sobre o impacte do projeto de alta velocidade no setor do turismo em Portugal" foi realizado entre junho e dezembro de 2009, pela Deloitte Consultores, S.A., com o acompanhamento da Confederação do Turismo Português (CTP).
Mercado do Carbono e mercado da Energia
Com a realização deste estudo, pretendeu-se contribuir para a análise das grandes questões geoestratégicas associadas aos mercados do petróleo e do carbono, tendo em atenção quer a relevância do setor energético na economia, quer o papel do setor dos transportes como consumidor de energias de origem fóssil e emissor de gases de efeito de estufa, quer ainda o papel que a introdução da Alta Velocidade ferroviária terá neste campo.
O estudo "Análise geoestratégica do comboio de Alta Velocidade no contexto dos mercados do petróleo e do carbono" foi realizado pelo CEEETA - Centro de Estudos em Economia da Energia dos Transportes e do Ambiente e concluído em novembro de 2009.
Efeitos Macroeconómicos
O projeto de Alta Velocidade promove o crescimento económico conduzindo, consequentemente, ao aumento da receita fiscal. Neste sentido, o aumento da despesa pública decorrente dos encargos do Estado com estes investimentos serão compensados pelo aumento da receita que os mesmos irão gerar.
Para avaliar o impacto na despesa pública do investimento na Alta Velocidade foram estimados os encargos anuais do Estado com o projeto, o qual corresponde ao saldo dos pagamentos do Estado às Concessionárias menos as Receitas de Exploração.
Além de analisar o custo para o Estado deste investimento é importante analisar os restantes efeitos macroeconómicos no sentido de compreender se existem impactos positivos suficientes que justifiquem o investimento público.
Assim, foram realizados estudos que estimaram os impactos na economia portuguesa da Alta Velocidade, nomeadamente no Produto Interno Bruto (PIB), no investimento privado e na receita fiscal.
A Universidade Católica realizou três estudos:
Foi também realizado um outro estudo, intitulado "Os Efeitos Fiscais do Investimento na RAV", que avaliou o impacto no PIB e no Investimento Privado do projeto RAV, estimado, em termos acumulados e num horizonte temporal de 30 anos, pelo Prof. Alfredo Marvão Pereira (Universidade da Virgínia, EUA) e pelo Prof. Jorge Miguel Andraz (Universidade do Algarve), e concluído em janeiro de 2008.